cover
Tocando Agora:

Dono de pitbull que atacou outros cães no Bom Pastor, em Juiz de Fora, irá responder por omissão

A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (19) que concluiu o inquérito que apurava os ataques de um cão da raça pitbull no Bairro Bom Pastor, em Juiz de ...

Dono de pitbull que atacou outros cães no Bom Pastor, em Juiz de Fora, irá responder por omissão
Dono de pitbull que atacou outros cães no Bom Pastor, em Juiz de Fora, irá responder por omissão (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (19) que concluiu o inquérito que apurava os ataques de um cão da raça pitbull no Bairro Bom Pastor, em Juiz de Fora. O tutor do animal, de 47 anos, responderá por omissão de cautela na guarda ou condução de animais. 🔎 Omissão de cautela ocorre quando alguém não toma medidas suficientes para evitar acidentes ou ataques. O caso ganhou repercussão após uma série de registros de ataques na região. Em um dos episódios mais graves, ocorrido no dia 9 de fevereiro, uma cadela foi mordida enquanto o pitbull circulava solto e sem focinheira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A vira-lata, de 9 anos, teve cerca de 20 centímetros do corpo dilacerados e precisou ser internada em uma clínica veterinária, mas morreu quatro dias depois em decorrência das lesões. Mesmo com a morte de um dos cães atacados, o indiciamento seguiu como omissão de cautela. O procedimento policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. Investigação De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luciano Vidal, durante as investigações foram realizadas: Análises de imagens de câmeras de segurança; Oitivas de testemunhas; Depoimento do investigado. A Polícia Civil informou que também realizou uma vistoria na residência do tutor para verificar as condições em que o pitbull era mantido. Segundo a corporação, não foram constatadas irregularidades ou sinais de maus-tratos no local durante a inspeção técnica. Relembre os casos O comportamento do animal e a conduta do tutor já eram alvo de denúncias dos moradores do bairro desde o início do ano. Em janeiro, uma cadela da raça shih-tzu foi atacada pelo pitbull na Rua Senador Salgado Filho. Segundo o boletim de ocorrência, o tutor, de 61 anos, contou que saiu do imóvel onde mora para passear com a cachorrinha quando o animal, que estava solto, sem coleira e sem focinheira, avançou e a atacou diversas vezes. A cadela teve ferimentos na barriga e no olho. Ataque por pitbull foi registrado no bairro Bom Pastor, em Juiz de Fora Cerca de 1 mês depois, o animal voltou a atacar outros dois animais: Um dos casos envolve uma vira-lata de 9 anos, que morreu no último dia 13 de fevereiro. Imagens de câmeras de monitoramento mostram uma mulher com 'Daiana', quando o cão surge sem coleira e avança contra as duas. Dois homens que passavam de carro pararam para conter o ataque. Veja o vídeo acima. Por volta das 11h30 do dia 9 de fevereiro, o pitbull atacou um segundo cão. O tutor, que preferiu não se identificar, relatou que o animal atravessou a rua, encarou e mordeu a cadela dele. Em todos os casos, o dono do pitbull buscou o animal após os ataques. Ele não chegou a ser detido. O que diz a lei sobre a circulação de cães A legislação estabelece normas rígidas para a circulação de cães de raças consideradas potencialmente perigosas ou de comportamento agressivo em espaços públicos. A lei n.º 12.345/2011 busca equilibrar o direito de trânsito dos animais com a segurança coletiva. Onde a circulação é proibida? De acordo com o artigo 14 da norma, é vetada a presença desses animais em locais com grande fluxo de pessoas, tais como: Praças, parques e jardins públicos; Proximidades de hospitais e unidades de saúde; Entornos de escolas (públicas ou particulares); Áreas comuns de condomínios residenciais. Regras para o passeio A circulação só é permitida sob condições específicas de segurança. O condutor deve, obrigatoriamente: Ser maior de 18 anos e possuir força física suficiente para controlar o animal; Utilizar guia curta com reforçador; Equipar o cão com focinheira adequada ao porte e raça. A lei também exige a identificação eletrônica (microchip) para cães bravos ou de raças específicas. A medida facilita a localização do tutor e a aplicação de sanções em caso de ataques. Conforme o artigo 15, o tutor é o único responsável por qualquer dano, seja físico ou material, causado pelo animal a terceiros. O descumprimento das regras pode gerar: Advertências e multas pesadas; Apreensão do animal; Responsabilização nas esferas civil e penal. LEIA TAMBÉM: Pitbull ataca cadela na porta de prédio em Juiz de Fora; VÍDEO VÍDEO: Pitbull que passeia solto e sem focinheira faz novos ataques a cães no Bairro Bom Pastor, em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Fale Conosco